quarta-feira, 13 de julho de 2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Contrponto 21: A emissão desenfreada de dólares é uma arma de destruição em massa?
São Paulo – Nº 21, 10 de novembro de 2010
Emitir US$ 600 bilhões é a solução ou um “bode”?
Considerando a complexidade das relações globais de cunho econômico, financeiro e comercial, não seria possível explicar em uma análise superficial, todos os impactos decorrentes da manutenção prolongada de “juros zero” e da emissão desenfreada de dólares ou de outra moeda global, mas intuímos que o resultado poderia não ser bom.
Restringindo-se o campo da análise, talvez fosse possível imaginar alguns dos impactos da “guerra cambial”. Uma das hipóteses plausível, mantido o atual nível de crescimento da demanda global, é que a queda do dólar elevará os preços das commodities metálicas, energéticas e alimentares, com efeitos muito diferentes em cada país.
Solicite a integra deste artigo pelo email faustomorey@hotmail.com
Emitir US$ 600 bilhões é a solução ou um “bode”?
Considerando a complexidade das relações globais de cunho econômico, financeiro e comercial, não seria possível explicar em uma análise superficial, todos os impactos decorrentes da manutenção prolongada de “juros zero” e da emissão desenfreada de dólares ou de outra moeda global, mas intuímos que o resultado poderia não ser bom.
Restringindo-se o campo da análise, talvez fosse possível imaginar alguns dos impactos da “guerra cambial”. Uma das hipóteses plausível, mantido o atual nível de crescimento da demanda global, é que a queda do dólar elevará os preços das commodities metálicas, energéticas e alimentares, com efeitos muito diferentes em cada país.
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Contraponto 20: Como será a economia do governo Dilma?
São Paulo – Nº 20, 31 de outubro de 2010
A campanha eleitoral à presidência da república foi marcada pelo paupérrimo debate político. Os candidatos muitas vezes, além de não oferecerem idéias claras sobre o que fariam se fossem eleitos, foram evasivos e superficiais, especialmente quando o assunto abordado era a política econômica. Nenhum dos postulantes ao cargo afirmou categoricamente que faria corte de gastos públicos ou aumento da carga tributária, pelo contrário, mas, apesar disto, enviaram inúmeras mensagens cifradas interessantes.
Talvez tenham agido desta maneira por temerem uma reação negativa por partes dos eleitores, então disseram apenas coisas banais do tipo: “vou colocar mais dinheiro na saúde que está sub-financiada...”, “aumentarei o salário mínimo para R$ 600...”, ou ainda, “baixarei os juros...”.
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A campanha eleitoral à presidência da república foi marcada pelo paupérrimo debate político. Os candidatos muitas vezes, além de não oferecerem idéias claras sobre o que fariam se fossem eleitos, foram evasivos e superficiais, especialmente quando o assunto abordado era a política econômica. Nenhum dos postulantes ao cargo afirmou categoricamente que faria corte de gastos públicos ou aumento da carga tributária, pelo contrário, mas, apesar disto, enviaram inúmeras mensagens cifradas interessantes.
Talvez tenham agido desta maneira por temerem uma reação negativa por partes dos eleitores, então disseram apenas coisas banais do tipo: “vou colocar mais dinheiro na saúde que está sub-financiada...”, “aumentarei o salário mínimo para R$ 600...”, ou ainda, “baixarei os juros...”.
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terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Contraponto especial 3 - A crise de 2008 e a guerra cambial
São Paulo – Especial 3, 12 de outubro de 2010
Crescimento, alavancagem e especulação
Crescimento, alavancagem e especulação
A partir do final da década de 1990 muitos países experimentaram um vigoroso crescimento econômico com baixas taxas de inflação. A economia global foi tomada pelo otimismo, apesar da ocorrência de crises isoladas e do grande susto do estouro da “bolha da tecnologia”.
Muitos creditam este boom às inovações tecnológicas, à globalização, à redução de barreiras comerciais, à adoção progressiva de regras liberalizantes nos sistemas financeiros dos países centrais do capitalismo que propiciaram elevados níveis de alavancagem, entre outros fatores.
Porém, o crescimento econômico tem sido desigual, enquanto a China cresce vigorosamente, o Japão, desde o estouro de sua bolha imobiliária nos anos 90, não cresce. Já o Brasil apenas conseguiu taxas de crescimento na média mundial nos últimos anos, para muitos, em decorrência da elevação dos preços das commodities e da abundância de recursos financeiros no mundo.
O fato das economias serem interligadas, com baixa restrição às movimentações dos recursos financeiros, propicia aos agentes econômicos trocarem rapidamente suas posições no mercado, obtendo ganhos especulativos até mesmo em transações com moedas, que hoje mais que nunca, funcionam como um espécie de commodity.
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Marcadores:
alavancagem,
crescimento,
crise de 2008,
especulação,
guerra cambial
Contraponto 19 - Eleições: o dia seguinte...
São Paulo – Nº 19, 25 de setembro de 2010
Proclamado o resultado das eleições, o que fará o atual governo com relação à economia?
Concluído o processo sucessório, o atual governo do presidente Luiz Ignácio Lula da Silva conduzirá sua atual política econômica até o final do mandato e, manter tudo como está, é uma das opções, porém, certas questões demandam ações imediatas.
No curto prazo não parece haver solução que modifique significativamente o quadro atual, além de haver divergências nos diagnósticos sobre as causas da apreciação.
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Proclamado o resultado das eleições, o que fará o atual governo com relação à economia?
Concluído o processo sucessório, o atual governo do presidente Luiz Ignácio Lula da Silva conduzirá sua atual política econômica até o final do mandato e, manter tudo como está, é uma das opções, porém, certas questões demandam ações imediatas.
A questão cambial
O problema cambial é global. O Japão interveio no câmbio tentando conter a apreciação do Iene, fato que não ocorria havia 6 anos. O clima entre os EUA e a China esquentou, e caso o governo chinês não permita uma flutuação mais livre do Yuan, um comitê do Congresso americano votará esta semana a adoção de sanções. Desequilíbrios comerciais acirram o protecionismo e os ânimos e, em casos extremos, resultam em guerra comercial.
Resolver a apreciação do real é a questão mais urgente a ser enfrentada pelo governo. Ela tem impactado a competitividade brasileira, reduzindo o superávit comercial e agravando o déficit em transações correntes.
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Marcadores:
desequilibro comercial,
guerra cambial
Contraponto 18 - A capitalização da Petrobras
São Paulo – Nº 18, 10 de setembro de 2010
A estrutura produtiva do século XX não seria a mesma sem o petróleo e seus derivados. O complexo petrolífero foi expandido após a 2ª Grande Guerra, com a incorporação de extensa gama de produtos nobres, tais como os fios sintéticos e os plásticos.
A estrutura produtiva do século XX não seria a mesma sem o petróleo e seus derivados. O complexo petrolífero foi expandido após a 2ª Grande Guerra, com a incorporação de extensa gama de produtos nobres, tais como os fios sintéticos e os plásticos.
As tecnologias utilizadas por esta indústria são complexas e suas atividades interligadas: prospecção geofísica para identificação de jazidas; perfuração, exploração e produção[1], incluindo toda a engenharia correlata; armazenamento e transporte do petróleo desde as áreas de produção até as de refino: oleodutos, navios, trens e caminhões; atividades de refino e de petroquímica; transporte e distribuição de derivados para os centros de consumo e sua comercialização no varejo, entre outros.
Assimetria da localização das reservas e de riscos
A distribuição das reservas pelo mundo é assimétrica, tanto em volume quanto em qualidade, fato que resulta em elevada variabilidade na estrutura de custos desta cadeia produtiva. No Brasil, a assimetria de volumes de produção é exemplificada pelo fato de extrairmos 90% de nossa produção do mar, sendo concentrada em mais de 80% no Rio de Janeiro.
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[1] Sugerimos a leitura de: TAVARES, MARINA ELISABETE E. Análise do Refino no Brasil: estado e perspectivas - uma análise “cross-section” [Rio de Janeiro] 2005. XVIII, 384 p. 29,7 cm (COPPE/UFRJD. Sc., Planejamento Energético, 2005) Tese – Universidade Federal do Rio de Janeiro, COPPE.
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