São Paulo – Especial 3, 12 de outubro de 2010
Crescimento, alavancagem e especulação
Crescimento, alavancagem e especulação
A partir do final da década de 1990 muitos países experimentaram um vigoroso crescimento econômico com baixas taxas de inflação. A economia global foi tomada pelo otimismo, apesar da ocorrência de crises isoladas e do grande susto do estouro da “bolha da tecnologia”.
Muitos creditam este boom às inovações tecnológicas, à globalização, à redução de barreiras comerciais, à adoção progressiva de regras liberalizantes nos sistemas financeiros dos países centrais do capitalismo que propiciaram elevados níveis de alavancagem, entre outros fatores.
Porém, o crescimento econômico tem sido desigual, enquanto a China cresce vigorosamente, o Japão, desde o estouro de sua bolha imobiliária nos anos 90, não cresce. Já o Brasil apenas conseguiu taxas de crescimento na média mundial nos últimos anos, para muitos, em decorrência da elevação dos preços das commodities e da abundância de recursos financeiros no mundo.
O fato das economias serem interligadas, com baixa restrição às movimentações dos recursos financeiros, propicia aos agentes econômicos trocarem rapidamente suas posições no mercado, obtendo ganhos especulativos até mesmo em transações com moedas, que hoje mais que nunca, funcionam como um espécie de commodity.
Solicite a integra deste artigo pelo email faustomorey@hotmail.com

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