Os últimos dados do emprego nos EUA renovaram as preocupações
No início do ano, a criação de 1 milhão de empregos (500 mil para o serviço de censo) parecia indicar que o pior da crise nos EUA havia ficado para trás, mas, com a demissão de 350 mil pessoas em junho e julho, veio o susto.
Apesar do compromisso do governo americano e dos bilionários pacotes de ajuda, parece útil lembrar que a criação de empregos decorre de condições econômicas objetivas[1].
O acordo sobre propriedade intelectual da OMC
Nos anos 1990, os EUA lideravam a inovação tecnológica e juntamente com Japão, Reino Unido, Alemanha, França e Países Baixos buscaram estabelecer uma lei de propriedade intelectual[2] no âmbito da OMC. A transferência de indústrias para países com custos mais baixos de produção se intensificou e os produtos “baratos” foram vendidos globalmente. Certos empregos nos EUA foram transferidos para países como a China. Os americanos ampliaram suas importações imaginando pagá-las com os ganhos comerciais e com a renda das “patentes”.
Porém, algo deu errado. No início da década de 1990 as contas externas dos EUA eram equilibradas, mas a partir de 1997 o déficit aprofundou-se atingindo US$ 400 bilhões em 2000 e ultrapassando os US$ 800 bilhões no final de 2006. Um terço dos lucros foi para o 1% mais rico enquanto a renda média da população estagnou. Sem inflação e com os juros mantidos baixos por muito tempo, o consumo cresceu pela via da expansão do crédito. Ninguém se incomodou, pois se tratava da “nova paisagem econômica do século 21” ...
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[1] Poupança, fluxo de capitais, nível de investimentos, produtividade, renda média real, estrutura de produção, confiança e nível de consumo privado, credibilidade, contas públicas e competitividade, entre outras.
[2] Propriedade Intelectual da OMC: a assinatura dos países nestes acordos é obrigatória para este ser considerado um Estado-membro. O país signatário deve promulgar leis nacionais que tratem de direitos de propriedade industrial e intelectual sobre plantas, recursos genéticos ou conhecimentos tradicionais a eles associados.

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