São Paulo – Nº 15, 21 de julho de 2010
Os índices de inflação são desenvolvidos para responderem a necessidades específicas e sua formulação tem aspectos acadêmicos, metodológicos e técnicos específicos. Por exemplo:
Os índices de inflação são desenvolvidos para responderem a necessidades específicas e sua formulação tem aspectos acadêmicos, metodológicos e técnicos específicos. Por exemplo:
- Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM) foi criado em maio de 1989 pela FGV para atender uma demanda de entidades do setor financeiro. O índice é composto pela ponderação de três outros índices: IPA com peso 6; IPC com peso 3 e INCC com peso 1. (Tabela 2). Ele mede as variações de preços no atacado de matérias-primas agrícolas e industriais e de bens de consumo e serviços finais.
- Índice de Preços ao Consumidor da FIPE da USP (IPC-FIPE) tem os preços coletados no município de São Paulo e apura o custo de vida de famílias com renda de 1 a 20 salários mínimos. Seu calculo é ponderado por sete grupos de despesas, baseados nas Pesquisas de Orçamentos Familiares.
A maioria dos leigos percebe que os índices são discrepantes entre si (Gráfico 1). Por exemplo, entre 2002 e 2010 houve uma diferença significativa entre o IGPM, que acumulou elevação de 100% e o IPC-Fipe com 60%. Além disto, as pessoas acham que os índices não medem, de fato, a sua real taxa de inflação.
Ambas as percepções são justificáveis, pois os índices refletem variações médias de preços observadas em uma dada cesta de bens ou de um conjunto de cestas. Nos dois casos, como as cestas têm uma composição padrão, podem não corresponder ao consumo de um indivíduo em particular.
Solicite a integra deste artigo pelo email faustomorey@hotmail.com

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